10 de junho de 2010
Palavra de Campeão!!
Com a palavra Pedro Stier:
"Comecei a velejar RC em 1985, em Curitiba na classe M, ganhei nesta classe 9 Campeonatos Brasileiros e 4 Sulamericanos. Em 1993 comecei a velejar os 1M ULY, onde venci 6 Campeonatos brasileiros e 4 Sulamericanos.
Na classe RG 65, que é a minha paixão, Venci o Campeonato brasileiro de 2007, e os últimos 4 Sulamericanos.
Hoje tenho 2 classes de veleiros: RG-65 e Classe 1Metro Internacional, sendo respectivamente um Stinger, RG65 projetado e construído por mim, e um Picanto, Classe IOM construído pelo estaleiro Bantock.
Velejei, também, na classe Optimist quando criança, depois passei para o Laser, e Prancha a vela, esta última me deu muita experiencia de como funciona um veleiro.
No Brasileiro usei um protótipo em madeira projetado por mim batizado Stinger, infelizmente não tive tempo hábil de terminar o barco em Fibra, que está saíndo da forma (O primeiro de 6 encomendas) Segunda- Feira e já deve estar pronto para navegar em aproximadamente 15 dias. É o veleiro que vou levar ao mundial na Argentina.
As velas eram do Person Thiessen de Porto Alegre. Os mastros todos em carbono são de minha fabricação.
Eu participei de várias reuniões a respeito da parte técnica da raia que tinha muitos problemas, e finalmente resolvemos fazer lá, por ser um local turistico e com uma estrutura rasoável. Acho que pecamos um pouco pelo aspecto técnico, não tanto pela raia, que estava muito longa no início, mas pelas condições do vento e principalmente pela grande quantidade de enrroscos que acabaram transformando o campeonato numa Loteria.
Em próximos eventos minha opinião é que seja visto em primeiro lugar a parte técnica e depois o resto.
Os próximos passos são: Em Agosto o Mundial de RG 65 na Argentina e em Outubro o Sulamericano de IOM em Florianópolis.
No ano que vem espero conseguir a vaga para o Mundial de IOM na Inglaterra."
Valeu Pedrinho!!!
9 de junho de 2010
Dilúvio de Sexta!!!
As regatas foram realizadas nas piores condições possíveis. Ventos fortes na casa dos 12 a 15 nós contantes e com rajadas chegando a mais de 20 nós. Muita chuva e frio faziam da área de pilotagem descoberta o pior lugar do mundo para estar.
Nesse dia muitos barcos tiveram problemas de inundação e o mais grave foi o naufrágio do barco do campeão brasileiro de 2009, Vadalá. Apesar de várias tentativas de resgate no dia e no dia seguinte infelizmente não foi possível recuperar o barco. O Vadalá conseguiu um barco emprestado para correr o restante do campeonato mas perdeu pontos valiosos na sexta.
Palavra de Campeão!
Ontem tive uma ídéia de tentar ouvir a opinião dos cinco primeiros colocados no brasileiro e mandei por email algumas perguntas para eles. As perguntas eram basicamente como começaram na vela rc, quais barcos velejam, qual o equipamento usado no brasileiro e o que acharam do campeonato, se velejam de barcos grandes e o que esperam do mundial da Argentina. Para minha surpresa em menos de duas hora três já haviam me respondido. Vou publicar na ordem inversa de colocação nos próximos dias na coluna "Palavra de Campeão!" Achei que ficou muito legal e espero que gostem.
O entrevistado de hoje é o Vadalá. Apesar de ter seu barco afundado no primeiro dia, Vadalá não perdeu a esportiva e com um barco emprestado conseguiu um ótimo quinto lugar, mostrando que tem talento de sobra.
Com a palavra Antônio Carlos Vadalá:
"Era aeromodelista desde os 11 anos de idade, praticando várias modalidades no U-control. Parei um dia e voltei em 86 a voar no Ibirapuera e tomei contato com os veleiros em 87, quando um amigo praticamente me obrigou a comprar um, de tanto que gostou dos barcos.
Comecei com a classe M pilotando pela 1ª vez no campeonato brasileiro de 87, quando o barco , um Trapper 4 não saia do lugar. Daí em diante, me apaixonei pela competição e sempre fui bastante ativo na vela RC - Fiz alguns projetos de classe M e até participei de um mundial em 92 nos EUA.
Veio o 1 Metro ULY, para tentar conter o crescente custo dos Classe M e o pessoal acabou adotando o meu projeto para este monotipo, que alimentou por anos a nossa atividade. Consegui o 1º brasileiro de 1 Metro e um outro que não lembro se foi o 3º ou 4º. Fui tb para o 1º Mundial de 1 Metro na França e fiquei em 30º dentre os 60 participantes, usando o nosso monotipo com velas um pouco melhores.
Entrei então na vela grande. Em 94 ou 95 comprei , em sociedade com o Carlos Machado, tb velejador RC, o Microtonner do Bill e participei de muitas regatas como timoneiro ou tripulante, muitas com o Gustavo à bordo.
Velejei tb muitas vezes sozinho com ele. Aí retiraram as catracas do barco para competir mais seriamente e perdi o entusiasmo. Hoje, nem sei por onde este barco anda , apesar de continuar dono...
Vimos o RG 65 num campeonato sul-americano na Argentina. Entusiasmou e fiz um projeto do Vad 65 (faz tempo!), que ainda é feito pela Seamaster .
No ano passado construi o Vad 65 II (o que perdi no campeonato) que me ajudou muito no do Rio. Tinha as velas A e B feitas pelo Bantock e a C pelo Luiz de Castro, todas com meu desenho - já estou me preparando para fazer barco novo (mesmo desenho) para o mundial em agosto e vou com velas
Seamaster e Bantock. No computador , já tenho mais 2 projetos para futuro próximo IOM não me entusiasma e ainda não penso em ter um.
Quanto ao campeonato de Camboriu, penso que só a correnteza e detritos na água lhe tiraram alguns pontos. A acolhida foi ótima, o lugar classifico como muito bom, com todas as facilidades próximas e a infraestrutura estava excelente, com 2 barcos de apoio, resultados imediatos, som muito bom, tudo isso raramente reunidos num só evento. A única pena foi aquele vento em excesso, a falta dele no dia seguinte e um muito bom no último dia.
Já participei de muitos campeonatos e quase sempre algo não corre 100% certo. Já houve competição de ficar parada uma tarde inteira para o julgamento de um protesto e o vento roncando firme lá fora.
Sei lá, acho o saldo bastante positivo, resultado do empenho de um grupo abnegado de aficcionados, preocupados em que fazer dar certo. Valeu mesmo pois não é nada fácil fazer uma competição assim!
Preciso treinar mais, visto que desde o sul-americano de outubro do ano passado não velejava. Por aqui (SP), o esporte está muito devagar....
É isso, um rápido resumo do meu mundinho na vela RC.
Espero que contribua para o seu blog.
Grande abraço
Vadalá"
Valeu MUITO Vadalá!!!!
8 de junho de 2010
Classificação Final do Brasileiro
Campeonato Brasileiro - Quinta Feira
7 de junho de 2010
Ressaca do Brasileiro
Durante a semana vou colocando as fotos...comentem, divulguem, cornetem, critiquem... Esse é o objetivo do blog. Aqui a vuvuzela tá liberada!!!!
Um abraço a todos,
Belluco
6 de junho de 2010
Monstro, o novo campeão Brasileiro!
guardou o melhor para o fim. Os vento hoje foram bons com sol e vários
pegas na raia. Ao final o gaucho Daniel "Monstro" levou o caneco com
um LittleBest. O dia não foi bom para o clã Rezende que perdeu
algumas colocações. Mas mesmo assim Eduardo ficou com a melhor
colocação entre os cariocas em 10o. lugar. Carlos Rezende ficou em
12o. E Felipe em 13o.. O dia foi bom para o Belluco que com uma
vitória em uma das regatas B e um segundo lugar na A ganhou algumas
posições ficando em 16o. Michael acabou em 20o. com muitos altos e
baixos e Arturo em 28o.
Minhas impressões:
- Não tem mais barco bicho papão.
- A classe evoului muito nesse último ano e a coisa está muito
parelha.
- Organização do campeonato nota 9,5. Faltou um toldo na área de
comando para o dia de chuva. No mais só elogios.
- Mais uma vez um show de comando do Gustavo com juiz de regata e
comissão de regata. Colocou ordem bas coisas e foi sempre muito
coerente nas decisões. Figura de primeira qualidade.
- O grupo de apoio com o André na montagem da raia e apoio ao Gustavo,
Rafael no computador, o pessoal do bote de resgate, enfim todos!
Mas nem tudo são rosas. Algumas lições devem ser aprendidas.
- Não dá para fazer campeonato em raia que nunca foi testada. A raia
foi o ponto fraco o que prejudicou a qualidade técnica do evento. Seis
regatas apenas para definir o Campeão é muito pouco!
- Ou acabamos com a regra de toque na bóia ou ela é levada a sério.
Do jeito que foi é que não dá. Foi um festival de abalroamentos e
quase ninguém pagando mesmo sob protesto.
- O pier para colocação dos barcos ficou alto, mas só um ponto de
atenção para os próximos, nada grave.
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